quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

AGROECOLOGIA E OS BENEFÍCIOS QUE A NATUREZA PODE TRAZER

O agricultor que preserva as florestas e mantém espécies arbóreas próximas obtém vantagens importantes para a sua lavoura, tais como disponibilidade de água, presença de insetos que polinizam a plantação e de pássaros que controlam pragas e doenças.
Foi o que constatou um estudo da Embrapa realizado durante seis anos junto a agricultores assentados da localidade de São José da Boa Morte, no Município de Cachoeiras de Macacu, interior do Rio de Janeiro.
As vantagens já foram percebidas com o aumento dos ganhos dos produtores que reduziram a quantidade de insumos aplicados, aumentaram a produtividade e ainda puderam ter uma nova renda com a venda de produtos das árvores frutíferas introduzidas na lavoura.
O objetivo da pesquisa era transformar práticas produtivas intensivas, conciliando a produção de alimentos com a conservação da biodiversidade e dos fragmentos florestais.
O trabalho continuado junto a alguns produtores não só adequou práticas agroecológicas à realidade de suas lavouras, como também comprovou a importância de plantar árvores e de preservar as florestas nativas próximas às plantações.
A forma convencional de fazer agricultura durante anos, sem tomar os devidos cuidados, aliada à falta de árvores, transformou as áreas agrícolas em barreiras. Quando próximas aos fragmentos florestais, essas áreas trouxeram algumas consequências para os ambientes naturais.
Um deles foi o fenômeno conhecido como efeito de borda, que provoca redução da quantidade de espécies na parte do fragmento florestal que fica mais próxima à área de plantio e se propaga para o seu interior quanto mais intensivo é o sistema produtivo.
Para os cultivos, as consequências também foram observadas. Os pesquisadores constataram, por exemplo, a diminuição e até o desaparecimento de algumas espécies de vespas nas lavouras distantes de fragmentos de floresta ou cercadas por cultivos com uso intensivo de agrotóxico.

As vespas em geral habitam áreas naturais e frequentam os cultivos, possuindo um papel importante na polinização de diversas espécies vegetais e são de extrema importância para o controle de insetos-pragas.
A pesquisa aponta que foi preciso levantar os impactos daquele manejo sobre o meio ambiente, mostrá-los para a comunidade e explicar sobre os benefícios que aquela floresta poderia lhes trazer. Os pesquisadores mostraram que a relação com a floresta deveria ser uma espécie de uma troca de benefícios.
A pesquisa foi baseada em três pilares: o conhecimento da biodiversidade nativa, relacionando-a com o potencial econômico; o estudo das técnicas já existentes para a inserção de árvores na paisagem, relacionando-as aos interesses dos agricultores; e a adaptação das técnicas à realidade do agricultor que não pode deixar de produzir e obter renda.
A ciência tem conhecimento de que quanto mais inóspitas são as lavouras, menos chance de vida e maior perda de biodiversidade. Mas somente o argumento ambiental não é suficiente para convencer o agricultor. E, por isso, o trabalho dos pesquisadores passou também por um período de aproximação com a comunidade.
Nos três últimos anos de projeto, tendo como base os levantamentos florísticos realizados sobre espécies nativas nos fragmentos e a ajuda e conhecimento dos agricultores, os pesquisadores fizeram um estudo etnobotânico das espécies.
O capim fica mais verde com a sombra das árvores que também abriga os animais, diminuindo a desidratação.
                               
Com a introdução de árvores frutíferas, os agricultores diversificaram a sua renda com a venda das frutas. A possibilidade de comercializar os frutos das espécies nativas é um fator que tem chamado a atenção dos agricultores.
Para a Embrapa, as estratégias escolhidas para introduzir árvores nas propriedades foram bem recebidas porque trabalharam com espécies indicadas a partir do conhecimento tradicional dos produtores.
Os agricultores possuem um valioso conhecimento empírico, o que lhes permite dominar demandas climáticas e de solo dessas espécies nativas, aspectos às vezes desconhecidos pela pesquisa científica.

Os impactos econômicos já são sentidos pelos agricultores, seja com a venda dos novos produtos oriundos dos sistemas agroflorestais ou pela redução dos insumos aplicados em suas lavouras.

A agricultura agroecológica e a construção de uma produção orgânica sustentável só é possível com o auxílio da biodiversidade local e com a conscientização dos agricultores dos benefícios que a natureza pode trazer.

sábado, 29 de novembro de 2014

FIZ QUARENTA ANOS, OLHEI PARA TRAZ E GOSTEI DO QUE VI.


Hoje, olho para frente muito mais animado. Conquistei várias coisas que não imaginava e agora vou conquistar as coisas que imagino. Tenho certeza de que vou conseguir.
Como o tempo passou! É difícil acreditar. Tentei não pensar no assunto, mas está lá, na minha carteira de identidade.
Aos quarenta, sei exatamente o que desejo, sem dúvidas ou angústias.
Não quero brigar com o mundo, apenas aproveitar o que de melhor ele tem a dar. Buscar o prazer nas pequenas coisas e fazer dos grandes acontecimentos, uma etapa conquistada e não o motivo para viver. Afinal, não vou basear a minha vida em fatos extraordinários, prefiro a calma da rotina.
Tenho consciência que aos 40 o meu fôlego para os esportes diminuiu; a recuperação de uma noite de farra leva mais de um dia; a disposição para o sexo não é mais a mesma; a paciência com as crianças acaba antes de começar; a música alta já não tem aquele efeito estimulante; os cabelos, que ainda estão na cabeça, começam a pratear; sair à noite já não tem a mesma graça; os mais jovens começam a me chamar de “senhor”.
Conquistei o meu espaço, sei que posso ter sucesso em tudo que realizar, pois faço com segurança, dedicação e amor.
As dúvidas comuns do meu dia a dia não passam de escolhas, que com a experiência que já conquistei, saberei resolver.
Hoje percebo que não adianta discutir... É perda de tempo! Mostrar meu ponto vista nem sempre é necessário. Ele é meu e eu o tenho. Eu vivo com ele, muitas vezes sem querer que os outros o aceitem. Cada um tem o seu momento de perceber o que é certo para si mesmo. Apenas exijo respeito.
Aos quarenta tenho o direito de exigir isso.
Não existe fórmula perfeita, nem segredo a ser desvendado. O truque não é a negação. A arte, creio eu, é aceitar a sua idade sem perder a paixão, sem deixar perder o sentido, não permitindo que o entusiasmo se vá, evitando que a vontade de realizar fique pelo caminho, não se esquecendo do sonho e dos ideais. É celebrar a vida, lutar o bom combate e entender que a felicidade é uma soma de experiências, e não a acumulação de coisas materiais. E que a idade é apenas o tempo passando. O que importa é como você se sente.
Não sei como será daqui para frente, mas isso não é uma preocupação. O que vier, da forma que vier, saberei tirar proveito. Afinal tenho quarenta!






quinta-feira, 11 de setembro de 2014

PARA ONDE VAI A EDUCAÇÃO?


Vivemos em um país onde os números falam mais alto que a percepção e bom senso do cidadão.
Onde o IDEB passou a ser prioridade de governos, uma busca enlouquecida pelas metas, desprezando o que realmente importa que é o futuro da nação.
Os idebs não provam nada quando são medidos de forma inadequada e irresponsável, por vezes, eivados de irregularidades.
A luta do sistema de ensino para aprovar o aluno a qualquer custo, mesmo que ele não esteja pronto para seguir adiante é notório. Então, ele é empurrado para frente para ajudar nos índices, metas e estatísticas governamentais. Isso engorda os cofres públicos e se traduz em prestígio perante a opinião pública e eventuais dividendos eleitorais.
O professor passou de transmissor de conhecimentos a cuidador de crianças, recebendo uma responsabilidade que não lhe pertence: a de educar. Nesse processo de formar cidadãos (porque a responsabilidade agora cai única e exclusivamente sobre o profissional da educação) exclui-se, quase que em sua totalidade, a participação familiar e política desse pré-cidadão.
Expõe-se crianças, pré-adolescentes, adolescentes e profissionais ao barbarismo de guerras travadas diariamente por um espaço na sociedade.
Esquece-se, porém, que uma nação necessita de muito mais do que isso para torna-se grande, desenvolvida, respeitada e harmônica.
A promoção cidadã é galgada diariamente com muito esforço, suor e educação de boa qualidade.
Educação em seu mais amplo sentido, e tal amplitude estacionou nas costas daqueles que se propõem a enfrentar uma guerra munidos apenas de um pouco mais de conhecimento e boas intenções. Carregados da frustração pela profissão que perdeu seu glamour ao longo do tempo e pela falta de valorização profissional que leva o professor a uma vida de privações e doenças.
Nesse contexto, todos se prejudicam: educandos e educadores, filhos e pais, cidadãos e o país.
A espera por uma sacudida no processo educacional fica cada vez mais utópica. O reflexo de tudo isso será percebido por gerações futuras, que concluirão que a atual geração foi fraca em não reagir.
O perigo é que as futuras gerações serão cuidadas e comandadas pela geração atual que desrespeita, agride, quase nada aprende e expõe-se, orgulhosamente, à regressão nas mídias.
Violência não é apenas socos, pontapés e agressões verbais; inclui-se nela também o descaso familiar e político para com uma geração que um dia comandará o país.
O nosso país.



sábado, 9 de agosto de 2014

O SINDICATO É APARTIDÁRIO, PORÉM NÃO PODE E NÃO DEVE SER APOLÍTICO.



Estamos vivenciando mais um ano eleitoral. É tempo de ficar esperto, observar as propostas dos candidatos e conhecer a vida pregressa deles.
O voto consciente é de suma importância para o progresso do país e cada um de nós carrega na consciência a responsabilidade de escolher bem os nossos representantes.
A soma das escolhas da maioria elege os governantes, assim prima a democracia.
Com a aproximação do período eleitoral muito vamos ouvir falar em voto consciente e eleitor consciente.
Mas o que realmente é esta consciência eleitoral?
Como sabemos a maioria das pessoas nada ou pouco se interessa por política e nem se preocupa em acompanhar os jogos que se formam em busca do poder. Quase sempre esses jogos ou “acordos” são feitos nos subterrâneos da política, por detrás das cortinas dos interesses escusos ou na penumbra da impunidade.
Pesquisas revelam a vergonha nacional: “Brasil paraíso da corrupção”. A pior revelação: 75% dos brasileiros toleram a corrupção e admitem que seriam capazes de cometer irregularidades em cargos públicos.
“Eleitor - vítima ou cúmplice?”
O interesse por política aparece somente na época de eleição, até porque na nossa democracia o cidadão é obrigado a votar, um contrassenso, já que democracia significa liberdade. O voto obrigatório é uma violência ao princípio democrático. O voto deve ser facultativo, cabendo aos principais interessados (os políticos) darem um jeito de conquistar o eleitorado para atraí-lo até a urna eleitoral.
O fato é que poucos participam ativamente do processo eleitoral. Basta verificarmos que apenas cerca de 10% dos eleitores são filiados a algum partido político.
Eleitor consciente é aquele que compreende que apesar das escandalosas denúncias de corrupção que vivemos, a política é um relevante instrumento do desenvolvimento de toda sociedade. Eleitor consciente analisa as propostas, procura conhecer a história dos candidatos e do partido a que ele pertence, acompanha os debates, participa de organizações sociais ou comunitárias em sua cidade, e procura participar de reuniões e debates políticos como as constantes audiências públicas que veem ocorrendo na sociedade.
Os eleitores conscientes entendem a importância do voto para a construção da cidadania, e que a política - e os políticos, por vezes, mesmo não fazendo por merecer o seu voto, tem a consciência cidadão  que implica em participar ativamente sempre repensando atitudes, e se necessário alternando pessoas e partidos no poder.
A confiança é condição primeira em qualquer relacionamento, em especial ao que se refere à de representatividade política. Embora os partidos políticos deixem a desejar quanto a sua responsabilidade na hora da na seleção de membros - que está longe de ser rigorosa, chegando mesmo em alguns momentos, divergir da ética da sociedade e beirar ao deboche - o eleitor deve selecionar pessoas confiáveis e com credibilidade para ocuparem os cargos públicos.
A posição das agremiações partidárias em se omitir ao excluir de suas listas candidatos que possuam uma vida pregressa incompatível com as funções públicas e que deixam de punir os praticantes de atos duvidosos deve ser combatida pelo eleitor consciente de forma a deixar estes agentes no ostracismo, como já pode ser observado em eleições passadas, esquecidos no limbo político.
A lei da ficha-limpa veio como um “suspiro”, um alento de esperança para separar o joio do trigo na política nacional. Extirpando os maus políticos e condenando-os ao esquecimento. A maior de todas as punições para uma pessoa pública. Mas a lei por si só não resolve essa crise crônica de valores em que vive a sociedade brasileira, o povo deve compreender que a sua vida está nas mãos dos políticos, que decidem os rumos que serão seguidos. As leis, as regras, as taxas, os preços, a infraestrutura, os sistemas de saúde, educação e segurança, as relações políticas e administrativas, enfim, quase tudo é fruto de decisões políticas.
O candidato a cargos eletivos que for conhecido pela sua falta de decência, por atos duvidosos em relação à ética e ao bem comum, deve ficar de fora do cenário político, a fim de realizarmos uma purificação gradual no meio.
O eleitor através do exercício maior da sua cidadania que é o seu direito ao VOTO deveria afastar de qualquer atividade política aqueles que acabam chamando mais atenção pela falta de compostura com que agem, do que pelo exemplo com que tratam do bem público.Honestidade não é proposta de governo e sim deve ser  o mínimo que se deve esperar e que devemos cobrar de qualquer um, seja político ou não.
Devemos ter a consciência de que o voto além de ser um dever cívico, é o melhor meio de projetar um futuro melhor. Um cidadão consciente e bem informado, um eleitor atuante que sabe o valor do seu voto, PODE e DEVE influenciar positivamente as pessoas à sua volta.
O sindicato tem obrigação de servir de palco para esta reflexão, “jogo aberto”, sincero, “cara a cara” com os sindicalizados. Afinal, o sindicato é apartidário, ou seja, não tem ligação a nenhum partido político, porém o sindicato não pode e não deve ser apolítico. Muito pelo contrário, deve agir com autonomia frente aos partidos políticos.
Assim, defendemos a independência dos sindicatos em relação ao governo, aos patrões e ao Estado. Isto é, não pode haver qualquer relação política, financeira ou organizativa com as entidades patronais e seus governos. Os sindicatos não devem receber quaisquer recursos financeiros vindos do Estado ou de empresários e deve proibir seus dirigentes de ocupar cargos de confiança em qualquer instância governamental.
Os sindicatos devem ser autônomos em relação aos partidos. Isto é, as decisões dos sindicatos devem ser soberanas, mas devem permitir que seus membros participem de partidos políticos e vice-versa. Mas os sindicatos não podem ser apolíticos, é sua obrigação se posicionar sobre os acontecimentos políticos na sociedade e receber, em suas instâncias, todos os trabalhadores filiados, ou não, a partidos políticos.
Os sindicatos são instrumentos da classe operária, criados para defender seus interesses. São organizações de massa dos trabalhadores. Deles participam todos que querem lutar pelos seus direitos, sem diferenciações ideológicas, de raça, religiosas, de orientação sexual, etc.
A concepção de luta sindical puramente econômica leva as amplas massas trabalhadoras a um beco sem saída, pois nunca ultrapassarão o sistema capitalista e viverão sob a exploração perpétua. Por isso, a luta política também deve ser travada nos sindicatos e neste caso os partidos, que são uma parte dos trabalhadores, têm um papel importante de politização dessa luta. Neste sentido, a participação de militantes partidários nas assembleias e nas diretorias dos sindicatos é fundamental para que possam apresentar suas posições políticas e sejam apreciadas de forma autônoma pela categoria.

Está entrando em campo e literalmente em jogo o voto responsável!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

DHONE MONTEIRO É ELEITO NOVO PRESIDENTE DO PCdoB DE OURICURI


O atual Presidente do SINDSEP (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ouricuri) Professor Dhone Monteiro foi eleito o novo presidente do PCdoB de Ouricuri.
O Partido realizou a Conferência Municipal no dia 14 de setembro de 2013 e na oportunidade foram escolhidos pelos filiados onze nomes para compor o Diretório Municipal.

No dia 12 de novembro do corrente ano os onze escolhidos na Conferência se reuniram para definir a composição dos cargos:
-Secretaria de Ação Institucional: Gerson de Alencar Lima
-Secretaria de Comunicação: Alan Almeida de Assis
-Secretaria da Juventude: Josevaldo Batista de Oliveira
-Secretaria de Mulheres: Espedita Ribeiro da Silva
-Secretaria de Movimentos Sociais: Laecio Lima da Silva
-Segunda Tesouraria: Cicero Ronaldo Pimentel Rodrigues
-Primeira Tesouraria: Maria Alves Alencar
-Segunda Secretaria: Izilda Maria Nunes Leite
-Primeira Secretaria: Analberga Maria de Oliveira Lino
-Vice-presidente: Gerson Linhares de Oliveira Filho
-Presidente: Dhone Monteiro Galvão

Dhone Monteiro substitui Dr. Anderson Aquino que presidiu o Partido até o 25 de setembro do ano em curso, quando pediu a sua desfiliação. Filiado desde maio de 2004, Dhone Monteiro foi candidato a vice-prefeito em 2008, compondo chapa com Dr. Anderson Aquino, enfrentando com coragem e determinação uma campanha sem recursos financeiros, que percorreu todo o município levando o nome do Partido e divulgando o plano de governo. Em 2012 mais uma vez participou ativamente das eleições como candidato a vereador, obtendo 133 votos. Na reta final da campanha, com a desistência do PHS, o PCdoB entrou como apoio ao grupo político liderado pelo PMDB, que ganhou as eleições. Atualmente o PCdoB faz parte da base aliada dos governos Federal, Estadual e Municipal. É o Partido político mais antigo do país, com atuação desde 1922, portanto, a 91 anos de história de luta em defesa do povo brasileiro. Em Ouricuri o Partido atua desde 2002 e vem crescendo rápido em importância e protagonismo na política local.
Dhone Monteiro disse: “Agradeço a todos do meu partido pela oportunidade de conduzir a nossa agremiação pelos próximos dois anos, darei o melhor de mim”, destacou.
Para Dhone Monteiro, o principal desafio como dirigente do PCdoB, é motivar os filiados para participarem mais das atividades do Partido. Outro ponto que considera importante é construir com outras forças políticas de Ouricuri, políticas públicas que possam ajudar o povo a viver melhor com proposta para a saúde, educação, transporte, água, moradia, segurança e esporte. Além disso, conseguir junto ao governo federal, estadual e de parlamentares (emendas) recursos para o nosso município.
Dhone ressalta que é necessário atrair indústrias para Ouricuri que possibilitem emprego imediato para a mão de obra, principalmente a do jovem. “Mas os empresários obsevam muitos quesitos antes de se instalarem em uma cidade, que talvez a nossa não disponha. Na falta de indústria temos que recorrer com mais ênfase ao poder público”-afirmou.
Ele observa que a expansão das universidades, aumentou o fluxo de estudantes de uma cidade para outra, que é favorável ao passe livre para os estudantes, garantia de transporte seguro e gratuito.
Entre as melhorias que defende para alavancar o desenvolvimento do município de Ouricuri, está a construção do distrito industrial com incentivos fiscais às empresas e indústrias que se instalarem com a contrapartida do emprego da mão de obra local.
Nossa cidade fica no coração da região do Araripe, é central, não podemos perder a oportunidade de construir representação política nossa, pessoas que conhecemos e confiamos, com histórico de lutas em defesa da sociedade.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

SINDSEP/OURICURI: DIA HISTÓRICO - SINDSEP CONQUISTA PCC PARA TODOS O...


Dia histórico - SINDSEP conquista o Plano de Cargos e Carreiras-PCC para todos os servidores. 
Em Assembleia realizada nesta quarta-feira(28), o Prefeito Cezar de Preto apresentou a proposta do Poder Executivo de implantação gradual do PCC, sendo 1% para as faixas e de 2% para as classes em 2013. 
A proposta do SINDSEP enviada ao Executivo Municipal no início de agosto reivindicava a implantação gradual do PCC em três anos, chegando ao final de 2015 com a lei integralizada. O Executivo Municipal concordou com essa proposta, alterando apenas o percentual de classe de 3% para 2% e o valor de alguns salários. No geral foi uma grande conquista para os servidores. 
Ficou firmado o compromisso de após a realização do concurso público, que será lançado edital ainda este ano, voltar a negociar a melhoria dos percentuais do PCC e recuperação dos valores dos salários de alguns cargos.
A luta dos servidores foi intensa, a vários anos o SINDSEP tinha o PCC como bandeira principal de luta, por isso é um momento para se comemorar. 
Durante a assembleia o sentimento de felicidade envolveu a maioria dos servidores. Depois de 15 anos de espera, finalmente os servidores serão valorizados quanto ao seu tempo de serviço prestado ao município de Ouricuri.
Serão beneficiados mais de 700 servidores ativos atuais e os novos servidores que virão através do concurso público.
Os aposentados e os pensionistas com paridade também serão contemplados pelo PCC e depois de tanto tempo de trabalho finalmente serão enxergados pelo poder público municipal. O PCC vai melhorar o salário de todos e principalmente dar mais qualidade de vida aos servidores.
O Prefeito Cezar de Preto havia anunciado a sua intenção de implantar o PCC depois do concurso público, porém conseguimos chegar ao consenso de implantação antes do certame, o que consideramos um avanço na negociação. 
O envio do projeto de lei à Câmara de Vereadores será na próxima semana, possivelmente votado na sessão do dia 06/09/2013, podendo os servidores receberem os benefícios já no pagamento de setembro/2013.
A insistência e determinação do SINDSEP foi fundamental para esta conquista, também foi importante a participação dos servidores nos eventos em defesa do PCC. 

Em relação aos professores, o Prefeito Cezar de Preto se comprometeu em negociar com o SINDSEP já no mês de setembro/2013 um incentivo financeiro para o professor regente, aquele que trabalha em sala de aula.
O SINDSEP apóia a criação desse incentivo, pois entende que o docente que está no dia-a-dia em sala de aula merece um tratamento diferenciado daquele que está em desvio de função.
Para os demais professores há uma negociação de recuperação dos percentuais da tabela do PCCR de forma gradativa que está sendo considerada, faz parte da pauta de reivindicações e será tema na próxima reunião com o Executivo.

O processo que tramitava na justiça desde 2009 perdeu o seu interesse-utilidade, visto que pedia apenas o reconhecimento por parte da Prefeitura da ascensão funcional dos servidores. 
Com a implantação do PCC, todos os servidores ganharão ascensão profissional conforme o tempo de serviço de cada um prestado ao município, isso corrige uma injustiça administrativa e paga uma dívida histórica do município para com os servidores, principalmente com os servidores mais antigos. 
No mês de setembro/2013 possivelmente todos os servidores receberão seus salários em conformidade com a sua tabela de vencimentos, cada um deve ficar atendo para não perder as progressões, que são as mudanças de faixas a cada dois anos e meio e as mudanças de classe que ocorrem a cada dez anos. Na dúvida devem procurar o Sindicato para maiores esclarecimentos.
ABAIXO AS TABELAS DO PCC

TABELA DE GANHOS DO PLANO DE CARGOS E CARREIRAS - PCC

1- Auxiliar de Serviços Gerais e Auxiliar de Mecânico: reajustes de 6 a 19 por cento
2- Auxiliar Administrativo, Auxiliar de Serviços de Saúde, Auxiliar de Serviço Administrativo: reajustes de 8 a 27 por cento
3- Auxiliar de dentista: reajustes de 16 a 32 por cento
4- Operador de Equipamentos, Mecânico, Motorista, Agente de Contabilidade, Agente Arrecadador, Agente Administrativo e Agente de Saúde:reajustes de 25 a 50 por cento
5- Agentes Comunitários de Saúde: reajustes de 7 a 19 por cento
6- Técnico Contábil: reajustes de 63 a 86 por cento
7- Médico Veterinário e Assistente Social: reajustes de 52 a 70 por cento
8-Dentista: reajustes de 75 a 100 por cento
9-Médico: reajustes de 106 a 135 por cento


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ESTRUTURA DAS ESCOLAS ADOECE OS PROFESSORES


“O ambiente escolar me dá fobia, taquicardia, ânsia de vômito. Até os enfeites das paredes me dão nervoso. E eu era a pessoa que mais gostava de enfeitar a escola. Cheguei a um ponto que não conseguia ajudar nem a minha filha ou ficar sozinha com ela. Eu não conseguia me sentir responsável por nenhuma criança. E eu sempre tive muita paciência, mas me esgotei.”
Alan Sampaio / iG Brasília
Estrutura escolar adoece professores e leva a abandono da profissão
O relato é da professora Luciana Damasceno Gonçalves, de 39 anos. Pedagoga, especialista em psicopedagogia há 15 anos, Luciana é um exemplo entre milhares de professores que, todos os dias e há anos, se afastam das salas de aula e desistem da profissão por terem adoecido em suas rotinas.
Para o pesquisador Danilo Ferreira de Camargo, o adoecimento desses profissionais mostra o quanto o cotidiano de professores e alunos nos colégios é “insuportável”. “Eles revelam, mesmo que de forma oblíqua e trágica, o contraste entre as abstrações de nossas utopias pedagógicas e a prática muitas vezes intolerável do cotidiano escolar”, afirma.
O tema foi estudado pelo historiador por quatro anos, durante mestrado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Na dissertação O abolicionismo escolar: reflexões a partir do adoecimento e da deserção dos professores , Camargo analisou mais de 60 trabalhos acadêmicos que tratavam do adoecimento de professores.
Camargo percebeu que a “epidemia” de doenças ocupacionais dos docentes foi estudada sempre sob o ponto de vista médico. “Tentei mapear o problema do adoecimento e da deserção dos professores não pela via da vitimização, mas pela forma como esses problemas estão ligados à forma naturalizada e invariável da forma escolar na modernidade”, diz.
Luciana começou a adoecer em 2007 e está há dois anos afastada. Espera não ser colocada de volta em um colégio. “Tenho um laudo dizendo que eu não conseguiria mais trabalhar em escola. Eu não sei o que vão fazer comigo. Mas, como essa não é uma doença visível, sou discriminada”, conta. A professora critica a falta de apoio para os docentes nas escolas.
“Me sentia remando contra a maré. Eu gostava do que fazia, era boa profissional, mas não conseguia mudar o que estava errado. A escola ficou ultrapassada, não atrai os alunos. Eles só estão lá por obrigação e os pais delegam todas as responsabilidades de educar os filhos à escola. Tudo isso me angustiava muito”, diz.
Viver sem escola: é possível?
Orientado pelo professor Julio Roberto Groppa Aquino, com base nas análises de Michel Foucault sobre as instituições disciplinares e os jogos de poder e resistência, Camargo questiona a existência das escolas como instituição inabalável. A discussão proposta por ele trata de um novo olhar sobre a educação, um conceito chamado abolicionismo escolar.
“Criticamos quase tudo na escola (alunos, professores, conteúdos, gestores, políticos) e, ao mesmo tempo, desejamos mais escolas, mais professores, mais alunos, mais conteúdos e disciplinas. Nenhuma reforma modificou a rotina do cotidiano escolar: todos os dias, uma legião de crianças é confinada por algumas (ou muitas) horas em salas de aula sob a supervisão de um professor para que possam ocupar o tempo e aprender alguma coisa, pouco importa a variação moral dos conteúdos e das estratégias didático-metodológicas de ensino”, pondera.
Ele ressalta que essa “não é mais uma agenda política para trazer salvação definitiva” aos problemas escolares. É uma crítica às inúmeras tentativas de reformular a escola, mantendo-a da mesma forma. “A minha questão é outra: será possível não mais tentar resolver os problemas da escola, mas compreender a existência da escola como um grave problema político?”, provoca.
Na opinião do pesquisador, “as mazelas da escola são rentáveis e parecem se proliferar na mesma medida em que proliferam diagnósticos e prognósticos para uma possível cura”.
Problemas partilhados
Suzimeri Almeida da Silva, 44 anos, se tornou professora de Ciências e Biologia em 1990. Em 2011, no entanto, chegou ao seu limite. Hoje, conseguiu ser realocada em um laboratório de ciências. “Se eu for obrigada a voltar para uma sala de aula, não vou dar conta. Não tenho mais estrutura psiquiátrica para isso”, conta a carioca.
Ela concorda que a estrutura escolar adoece os profissionais. Além das doenças físicas – ela desenvolveu rinite alérgica por causa do giz e inúmeros calos nas cordas vocais –, Suzimeri diz que o ambiente provoca doenças psicológicas. Ela, que cuida de uma depressão, também reclama da falta de apoio das famílias e dos gestores aos professores.
“O professor é culpado de tudo, não é valorizado. Muitas crianças chegam cheias de problemas emocionais, sociais. Você vê tudo errado, quer ajudar, mas não consegue. Eu pensava: eu não sou psicóloga, não sou assistente social. O que eu estou fazendo aqui?”, lamenta.
Em Ouricuri o quadro de adoecimento de professores e professoras é preocupante. O SINDSEP vem registrando ano após ano o aumento de docentes afastados da sala de aula por algum problema de saúde. São problemas físicos, como renite alérgica, calos nas cordas vocais, dores na coluna, nas articulações e cabeça; também problemas neuro-psicológicos, como depressão, estresse, fobias e distúrbios de fundo nervoso.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho - OIT a profissão de professor é uma das mais desgastantes. Lidar com o público, no caso, os alunos é o agravante para o aparecimento de doenças psicossomáticas, pois o grau de responsabilidade é muito grande, preparar aqueles alunos no padrão estabelecido pela sociedade.
A dinâmica educacional mudou muito ao longo do tempo e os alunos já não mantém o mesmo respeito pelo professor como antes. Porém os alunos mal comportados não são os únicos culpados pelos problemas psicológicos dos docentes. O excesso de trabalho também conta pontos para o desgaste mental.
O professor é desvalorizado, o salário é insuficiente para garantir a sua sobrevivência, levando-o a ter duplas ou triplas jornadas, não sobrando tempo para o lazer, para o descanso.
Essa situação leva o professor ao desânimo profissional que pode ser traduzido em agressividade excessiva, descontrole emocional e estresse. Uma vez diagnosticado o professor deve encarar o tratamento. 
Isso tudo significa o afastamento da sala de aula e a imediata contratação do substituto, gerando uma despesa em dobro para o sistema educacional, que é o verdadeiro culpado dessa situação, devendo portanto, encontrar a solução do problema.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O que se espera de um Dirigente Sindical?

Dhone Monteiro - Dirigente Sindical

Para muitos ser sindicalista é ser eleito para a diretoria do sindicato e, em determinado período do ano, fazer a campanha salarial em busca de algum reajuste salarial. Mas a realidade é outra e é dura.

Já houve um tempo que bastava ir em uma assembleia, fazer um blá-blá-blá raivoso e dizer que o prefeito é isso e aquilo. Daí era só propor a greve para qualquer coisa. Mas hoje, o Dirigente Sindical tem o papel de conduzir sua categoria além de responder "o salário sai amanhã".

Se o salário continua a ser a força motora das mobilizações da categoria, por outro lado, existem outros temas que, ainda que perpassem por resultado financeiro, devem ser debatidos e apropriados pelos servidores. Assim, cabe ao dirigente sindical estar ligado nos mais variados temas: Leis, Portarias e Resoluções sobre aposentadoria, elaboração de Plano de Cargos e Carreiras encaminhamentos administrativos/jurídicos que auxiliem a categoria na sua vida pessoal e trabalhista.

As dimensões que atingem um Dirigente Sindical são muitas. Atualmente, é fundamental ter dirigentes que tenham competência para atuar no campo do controle social, participando dos mais variados Conselhos (FUNDEB, Alimentação Escolar, Educação, FUNPREO).

Pois, bem, tais dirigentes, com todas as suas competências, terão o papel de conduzir as lutas da categoria. Conduzir com profissionalismo, garantindo a efetivação dos direitos conquistados e lutando para que os gestores respeitem esses direitos adquiridos e ampliem as políticas de valorização dos servidores.

É com tal clareza que dirigimos com sucesso o SINDSEP/OURICURI.